Colóquio Culturas Infantis: Africanidades, Educação das relações étnico-raciais e Infâncias

Tipo: Colóquio
Data:
14/11/2019 - 18:00 a 21:00
Período de inscrições:
01/08/2019 - 16:00 a 14/11/2019 - 18:00
Local:
Salão Nobre (Prédio Prof. Paulo Freire, 1º andar, Bloco E)
Convidados:
  • Profª Drª Carolina Santos Barroso de Pinho (PAIDEIA/UNICAMP e Movimento Feminista Negro)
  • Profª Drª Débora Cristina Jeffrey (GEPALE - FE/UNICAMP)
  • Coordenador da Mesa:
  • Prof. Artur Oriel Pereira (Mestrando GEPEDISC - Linha Culturas Infantis - FE/UNICAMP e Rede da Prefeitura de São Paulo)
Responsáveis:
Profª Drª Ana Lúcia Goulart de Faria (FE/UNICAMP), Prof. Artur Oriel Pereira (Mestrando FE/UNICAMP e Rede da Prefeitura de São Paulo), Dr. Flávio Santiago (Pesquisador GEPEDISC - linha Culturas Infantis - FE/UNICAMP), Msª Nélia Aparecida da Silva Cavalcante (Doutoranda FE/UNICAMP e Secretaria Municipal de Campinas)
Realização:
GEPEDISC - Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação e Diferenciação Sociocultural , GEPALE - Grupo de Estudos e Pesquisas em Política e Avaliação Educacional


Durante o evento haverá Lançamento do Livro - Eu quero ser o sol! Crianças pequenininhas, culturas infantis, creche e intersecção, de Flávio Santiago. 

Este livro vai encantar todos/as os/as leitores/as.

O Flavio fez uma linda etnografia, conheceu várias formas de resistência, rebeldia e transgressão das crianças pequenininhas negras e não negras de uma creche pública municipal do interior paulista. Lá foi visto por elas como uma criança gordinha e mais alta do que elas (às vezes vista como um adulto atípico como acontece com o Corsaro).

O/a leitor/a vai se deliciar com o convívio horizontal entre o Flavio pesquisador e a criançada! Dentre elas cito duas:

“Foi tua mãe que comprou esta camiseta rosa para você né?“

“-Estamos brincando de mandar.

-Posso brincar também? Como brinca?

-Senta aí e presta atenção, respondeu a criança”

A generosidade e ternura que o Flavio vive com amigos/as, colegas, comigo, etc, ele também pratica como pesquisador com sua “orelha verde” igual a do Rodari e “olhando de azul” as crianças, igual ao Manoel de Barros. Sua tese de doutorado foi dedicada a Marcus Vinícius, aquele menino assassinado no Rio de Janeiro e antes de morrer disse que estava com sede e perguntou: mãe, eles não viram que eu estava de uniforme?  (Ana Lúcia Goulart de Faria - Prefácio)