Atualizado em 20/11/2021 - 00:59

Dia da Consciência Negra

A Faculdade de Educação da Unicamp neste ano de 2021 convida sua comunidade a participar das atividades relacionadas ao mês da Consciência Negra. A partir do questionamento: "Qual a importância da Faculdade de Educação da UNICAMP apoiar e se comprometer com as políticas de ações afirmativas?" , compreender o entendimento deste aspecto pela comunidade da Faculdade de Educação, representada por estudantes, servidores/as e docentes, é essencial para que as reflexões, debates e atividades propostas durante o mês de novembro de 2021, contribuam à luta antirracista e reafirmem os pressupostos presentes nas Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que asseguram a obrigatoriedade da história da África e Indígena nos currículos escolares oficiais.

Entendendo a Faculdade de Educação como um lócus de formação inicial e continuada dos profissionais da educação, integrar as atividades da Unicamp Afro, da agenda oficial da Prefeitura Municipal de Campinas, promover reflexões e ações internas, resultam no comprometimento com as políticas de ações afirmativas na Universidade, propiciando a representatividade da população negra, assegurando o direito à educação.

Que o mês da Consciência Negra nos motive a manter a pauta das ações afirmativas com a problematização das questões que a embasam e os seus desafios.

Viva Zumbi dos Palmares!
Ubuntu!
Adupé (Obrigada)!


— Débora Jeffrey, Docente da Faculdade de Educação —
Comissão de organização do Mês da Consciência Negra da FE/UNICAMP - 2021

A Faculdade de Educação da UNICAMP apoia e se compromete com as políticas de ações afirmativas

Você já se perguntou qual a importância da Faculdade de Educação da UNICAMP apoiar e se comprometer com as políticas de ações afirmativas? Veja alguns depoimentos de alunos, funcionários e docentes da Faculdade sobre o tema e vamos juntes fortalecer essa política.

Marcha Zumbi dos Palmares

FE participa da 20ª marcha Zumbi dos Palmares no Sábado, dia 20 de Novembro

Neste sábado, dia 20 de novembro acontece em campinas a 20ª marcha Zumbi dos Palmares com o mote "Vidas Negras Importam". A Faculdade de Educação convida a sua comunidade a se fazer presente neste importante ato. A Concentração está agendada para as 9h30 na Estação Cultura. A data comemora o dia da Consciência Negra, instituída em 2003 por meio da Lei 10.639 que altera a LDB.

Unicamp Afro

Participe da programação UNICAMP AFRO

Esta é uma iniciativa da Diretoria Executiva dos Direitos Humanos (DeDH) da UNICAMP, por meio da Comissão Assessora de Diversidade Étnico-Racial (Cader). A programação deste ano tem como o tema “Atualidade da reverência à história” e conta com uma variedade de atividades tanto no formato remoto e presencial. Veja a programação completa em

http://www.direitoshumanos.unicamp.br/agenda/

Faculdade de Educação tem realizado importantes pesquisas sobre raça, racismo e educação para a relações étnico-raciais

De acordo com levantamento realizado pelo setor de Biblioteca, nos últimos 5 anos a Faculdade produziu 53 pesquisas de Iniciação Científica, mestrado e doutorado que se debruçam sobre temas ligados às relações étnico-raciais. O significativo número de pesquisas realizadas evidenciam avanços e desafios que o campo da educação ainda tem a enfrentar e tem oferecido importantes subsídios para a formação de professores e gestão da educação em uma perspectiva mais democrática e anti-racista.

Faculdade de Educação da UNICAMP marca presença na programação do IV COPENE - Sudeste 2021

O Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (COPENE) é um fórum da Associação de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN) que visa construir e promover uma agenda nacional voltada aos estudos africanos e afro-brasileiros. Em 2021, a edição regional do COPENE foi sediada (virtualmente na UNICAMP) e contou com a participação da professora Debora Jeffrey no comitê local de organização. O evento teve como tema “Ações afirmativas no Brasil: projeto de nação antirracista”. Confira as palestras e apresentações de trabalhos no site do evento. https://www.copenesudeste2021.abpn.org.br

Projeto de Extensão relaciona Educação e Futebol e pretende fomentar a cooperação entre jovens em situação de vulnerabilidade social na comunidade Vila Operária

O projeto intitulado "Educação através do esporte: releitura do futebol em nossas relações sociais" teve início em 2016 e foi coordenado pelo professor Adilson de Jesus. Parte da compreensão do futebol como forma de lazer entre as classes populares e prática social integrante na nossa cultura. Possui como objetivos promover valores como autonomia, não violência, cidadania e respeito. O projeto contribui ainda para a formação de novos educadores e estudiosos sobre o assunto em nossa sociedade, beneficiando nossa universidade e a sociedade como um todo.

Conheça o trabalho do prof. Adilson:
http://lattes.cnpq.br/5920548001090229

Pesquisa realizada com as/os educadoras/es do Município de Campinas-SP indica que as questões das africanidades e da História da África ainda não adentraram as práticas pedagógicas das/dos docentes

A pesquisa em questão foi coordenada pela profa. Dra. Ângela Soligo (FE/UNICAMP) e Caroline Jango (IFSP) em 2018, a partir de demanda apresentada pela Comissão de Educação da Câmara Municipal de Campinas. Contou com a participação de 218 profissionais da Educação e evidenciou as lacunas da formação e constata a dinâmica do racismo institucional no cotidiano escolar. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista da ABPN e podem ser acessados aqui.

Nasci e cresci numa favela

Hoje sou um homem.

Negro.

Professor universitário, com um currículo cheio de coisas que fiz sempre em busca de algo que me ajudasse a suprir meus anseios e me impulsionasse cada vez mais para além, para me compreender como alguém nesse mundo.

Vivemos em tempos de esfacelamento da vida e fragmentação do Ser.

Ou nos identificamos com algo que nos acolha, ou ficamos perdidos, à deriva, ao sabor das coisas.

As velhas mitologias já não dão conta de suprir nossas...

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— Adilson Nascimento de Jesus
OLHO/Delart/FE/Unicamp
19 Novembro 2021

Racismo estrutural e institucional: uma provocação cotidiana à possibilidade de democracia e cidadania plenas na sociedade brasileira

Início o nosso diálogo a partir de uma provocação colocada desde o título, que diz respeito ao que sinto cotidianamente no Brasil, em nossa sociedade desigual, injusta e excludente, cujas marcas históricas remetem à escravização de mulheres e homens do continente africano seguida de uma “abolição” que mantém os mesmos sob marginalização, discriminação e exclusão dos espaços políticos, educacionais, sociais...

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— Robson Bomfim Sampaio, Pedagogo, mestrando em Educação/Unicamp, membro do GT de Cotas da Pós /APG Unicamp e ex membro da pós na Cader/Unicamp

É preciso esperançar

O Brasil, não sejamos hipócritas, é um país racista, mesmo recusando se assumir como tal. O combate ao racismo é uma luta diária e deve ser de todas e de todos. E por mais que se queira contestar que o racismo não exista, ele está aí ,presente, sangrando, escancarando sociedades conservadoras, retrógradas e reacionárias. Portanto, é um enfrentamento que pertence a cada uma e a cada um, caso contrário, não será possível romper com esse ciclo hediondo que se perpetua há séculos. É urgente agir, pois, se realmente se quer integrar a sociedade brasileira de modo que ser negro no Brasil seja, também, ser plenamente brasileiro no Brasil. Racismo é abjeto, é intolerável ...

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— Profa. Nima Spigolon. Docente da Faculdade de Educação

Pesquisas e ensaios focam a produção material e simbólica para a educação antirracista da infância

Pesquisas e ensaios coordenados pela professora professora Heloísa Lins indicam que é importante que possamos acompanhar verdades/poderes/saberes (em torno das desigualdades e dos direitos humanos) que estão em circulação pelos artefatos culturais e (i) materiais destinados às crianças e destacam "Que voltemos nossos olhares e atenção para esse (não) lugar das diferenças que são endereçadas às crianças" (Lins, 2019).

Os resultados das pesquisas produzidas pela docente estão publicados nos seguintes artigos:

Literatura afro-brasileira e africana para a infância: que histórias se dão a contar-praticar na escola? (https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/cadernodeletras/article/viewFile/19436/12601)

Direitos humanos e participação política das crianças: alguns destaques ao papel dos livros e mídias para a infância (https://www.revistas.usp.br/manuscritica/article/view/177968/164986)

O direito à informação e comunicação das crianças ameaçado no Brasil: “temas sensíveis” em tempos de neo-conservadorismo (https://periodicos.utfpr.edu.br/cgt/article/view/11691)

Pedagogia das diferenças e a formação docente em tempos de necropolíticas (http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/3814/4295)

¿Qué puede el pensamiento de Paulo Freire en tiempos oscuros? Problemas actuales en torno a la osadía y algunos modos de Ex/res/istencia En brasil y argentina (https://periodicos.uninove.br/eccos/article/view/17101/8293)

"Micropolíticas da amizade na educação: arriscar o impossível" (Lins, 2020). Disponível no ebook gratuito:
https://www.editoracrv.com.br/produtos/detalhes/34939-brasis-africas-breducacao-plural-culturas-de-resistencia-e-emancipacoes-humanas

Projeto de extensão universitária mobiliza a capoeira na formação de educadores e professores, numa perspectiva inclusiva e decolonial

O projeto, coordenado pela profa. Dra. Norma Trindade contou com a participação das professoras Jackeline Rodrigues Mendes (FE/UNICAMP) e Renata Sieiro Fernandes (UNISAL) e foi realizado realizado em 2018/2019, com apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura- PROEC/ Edital PEC 2017 . Os resultados do projeto estão disponíveis nos seguintes materiais:

Artigo: Capoeira em diáspora: capturas, insurgências e (re)existências por uma educação decolonial e inclusiva
https://periodicos.ufsc.br/index.php/perspectiva/article/view/67913

Artigo: Capoeira e Educação: pelo movimento, pelas narrativas e pela experiência.
https://revistas.unilasalle.edu.br/index.php/Educacao/article/view/5499

Vídeo: CAPOEDUCA ITINERANTE: interfaces entre educação e patrimônio cultural imaterial
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-2sPs7Tbp5

Conheça algumas obras que reúnem textos de docentes da Faculdade e que oferecem subsídios para a educação das relações étnico-raciais

Capa do livro Tambores, Urucuns e Enxadas

SPIGOLON, Nima I.; NETO, Nicola José Frattari; ATAIDE, Patrícia Costa; CASTRO, Rosa Betânia Rodrigues de. (orgs.). Tambores, Urucuns e Enxadas: práticas e saberes contribuindo para a formação humana. Ituiutaba: Barlavento, 2019.

Capa do livro Brasil & África

SPIGOLON, Nima Imaculada, org. Brasi(s) & África(s): educação plural, culturas de resistência e emancipações humanas. Curitiba: CRV, 2020.

Capa do livro África

BRYAN, Newton A. P.; BARBOSA, W. do N.; ALMEIDA, W. G. de. (Orgs.). África: passado, presente, perspectivas. Aportes para o ensino de História e Culturas Africanas. Uberlândia: Navegando Publicações, 2020.

Capa do livro Por entre as águas do Atlântico

Spigolon, Nima; Wanderley, Claudia; Maza, Débora ( orgs.) POR ENTRE AS ÁGUAS DO ATLÂNTICO: projetos, processos e experiências internacionais de pró-mobilidade internacional atravessando e sendo atravessados por Brasil e Cabo Verde. Uberllandia, Ed. Navegando, 2019.

Disciplina da pós-graduação abre espaço para os saberes negros ancestrais de terreiro e tem mais de mil solicitações de matrícula

A disciplina foi oferecida em 2020 em formato remoto sob a responsabilidade da profa. Gabriela Tebet e com a participação de dois professores convidados: o professor Dr. Sidnei Barreto ( que é Babalorixá e autor do livro Racismo Religioso, indicado ao prêmio Jabuti 2021) e a professora e Ekedi Dra. Ellen de Souza. Dos mais de mil pedidos de vaga, cem estudantes foram selecionados para acompanhar a disciplina como alunos especiais, além dos alunos regulares da UNICAMP. A variedade de origem (geográfica, racial e acadêmica) dos estudantes permitiu um rico diálogo ao longo do curso e como resultado desta experiência, será publicado, no início de 2022, pela editora Pedro & João o livro "Giro Epistemológico para uma educação anti-racista" com textos dos alunos e dos docentes, prefácio de Kiusam de Oliveira, apresentação de Luiz Rufino e quarta capa de Nilma Lino Gomes.

Evento organizado pela FE/UNICAMP em parceria com várias outras universidade aborda questão das diferenças na docência da Educação Infantil

Com uma programação que incluiu renomadas pesquisadoras/es nacionais e estrangeiros , evento contou com a uma Conferência sobre "Educação Infantil e Diferenças: contribuições das onto-epistemologias indígena e do feminismo negro" (https://youtu.be/avjjsBISjfA), uma Conferência sobre "Diferença e diversidade na docência da educação infantil" (https://youtu.be/CG-9D9SuakY), uma Mesa intitulada "Racialização e Educação Infantil" (https://youtu.be/BJRjwFGgX5k) e uma Conferência "Perspectivas sul-africanas sobre Educação Infantil e diferença" (https://youtu.be/fyU7lIU9Sx0)

A programação completa do evento pode ser acessada em:
https://www.fe.unicamp.br/eventos/docencia-e-diferencas-na-educacao-infantil/arquivos/programacao.html