Base Curricular é conservadora, privatizante e ameaça autonomia, avaliam especialistas

Processo de construção da BNCC é marcado por divergências

04/12/2017 | Atualizada 04/12/2017 - 15:41
  • Professores Maria do Carmo Martins e Antonio Carlos Amorim

[Do Jornal da Unicamp | Texto: Manuel Alves Filho | Fotos: Antonio Scarpinetti | Edição de imagem: Luis Paulo Silva]

Há cerca de três anos o Ministério da Educação (MEC) deu início às ações com vistas à construção da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), política pública que tem por objetivo, segundo a Pasta, estabelecer um conjunto de orientações para nortear os currículos das escolas públicas e privadas de ensino infantil e fundamental do Brasil. Decorrido esse tempo e após a elaboração de quatro versões do documento – sendo a última, resultado de uma revisão feita pelo MEC em conjunto com o Conselho Nacional de Educação (CNE) –, as propostas contidas na BNCC serão debatidas pelo CNE nesta hoje e amanhã (4 e 5 de dezembro). A expectativa é que a votação ocorra ainda em dezembro, a fim de que o documento possa ser homologado pelo MEC e entre em vigor a partir de 2019. De acordo com dois especialistas consultados pelo Jornal da Unicamp, o perfil da Base não é dos mais alentadores. Em linhas gerais, dizem, a iniciativa apresenta um caráter conservador, reflete com maior ênfase os interesses de grupos privatizantes e representa um risco à liberdade e autonomia dos professores, entre outros problemas.

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