Lições contra a violência

Para especialistas, formação adequada pode fazer com que educador veja conflitos como oportunidade de aprendizado

09/04/2018 | Atualizada 09/04/2018 - 14:44

[Do Jornal da Unicamp | Texto: Thales Vilela Lelo - Labjor / Especial para o JU | Fotos: Antonio Scarpinetti / Antoninho Perri | Edição de imagem: Luis Paulo Silva]


A violência é frequentemente considerada uma das maiores preocupações nas escolas públicas do país. Segundo dados de pesquisa recente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) – em parceria com o Instituto Locomotiva –, professores da rede estadual consideram que as agressões verbais são a principal manifestação de violência dirigida contra eles. Furtos, discriminação e ataques físicos também compõem a lista de atos violentos dirigidos contra os docentes. Mas, para a professora Telma Vinha, pesquisadora da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (GEPEM), a massa de dados deve ser avaliada com cautela. A docente aponta que há equívocos em pesquisas como a da Apeoesp, pois os levantamentos trabalham com uma noção muito abrangente de violência. Na opinião da especialista, os resultados do relatório, por exemplo, não distinguem problemas de convivência – com os quais a escola deveria saber lidar –, de comportamentos agressivos passíveis de punição, reforçando a falsa impressão de que o sistema educacional brasileiro é excessivamente hostil.

Leia a reportagem completa no Jornal da Unicamp.