VI Encontro FINEDUCA reúne cerca de 300 participantes

Cerca de 300 pessoas de todo o Brasil, participam do VI Encontro da Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação – FINEDUCA.

Fabiana Alves | 26/11/2018 | Atualizada 26/11/2018 - 17:49
  • Participantes de todo o Brasil debatem a EC 95/2016 - créditos imagem: Thais Marin
  • Professor Márcio Pochman e Professor Pedro Rossi durante palestra - créditos imagem: Thais Marin
  • Mesa de abertura do evento - créditos imagem: Thais Marin

Cerca de 300 pessoas de todo o Brasil, dentre professores, estudantes de Graduação e Pós-Gradução, gestores e pesquisadores da área de financiamento em Educação, participam do VI Encontro da Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação – FINEDUCA.

Nesta edição do encontro, que conta com o apoio dos esudantes de graduação e pós-graduação da Faculdade de Educação vinculados ao Grupo de Estudos e Pesquisa em Políticas Educacionais (GREPPE)  e  está acontecendo no Centro de Convenções e na Faculdade de Educação da Unicamp, o tema central é a "A Emenda Constitucional 95 e a crise do financiamento da Educação"

No primeiro dia os convidados foram Márcio Pochman (FEA-Unicamp) e Pedro Rossi (Unicamp) que debateram sobre "Financiamento de políticas educacionais em tempos de retrocesso social" e o Ladislau Dowbor (PUC-SP) que palestrou sobre "A crise do capital mundial, o trabalho, o Estado brasileiro e alternativas".

“A educação está sendo atacada tanto em termo de controles políticos como também de redução de verbas. Tudo é trazido em nome de um problema fiscal. Esse problema fiscal francamente é uma farsa. Nós somos um país em que os recursos estão sendo apropriados por bancos, por intermediários financeiros de diversos tipos  que estão endividando as famílias e as empresas”, afirma o economista e Prof. Dr. Ladislau Dowbor.

A FINEDUCA tem como objetivo contribuir para que os poderes públicos garantam a realização do direito à Educação Pública, gratuita, laica, democrática e de qualidade para todos, mediante um financiamento adequado, com fiscalização e controle social.

“A gente acredita que a presença do Estado, a presença dos recursos públicos para a viabilização das políticas sociais ao invés de terem que ser reduzidas no período de crise como esse que a gente está vivendo elas teriam que ser aumentadas para poder fazer com que a riqueza do país desenvolva e que com isso se tenha uma maior distribuição dos recursos assim criados”, declara o presidente da Fineduca, Prof. Dr. Rubens Barbosa de Camargo.

Nesta terça-feira, dia 27, o evento se encerrará com a participação do ministro da Educação da Bolívia, Roberto Aguilar Gómez que debaterá junto com os convidados Agustin Claus professor e pesquisador argentino e com a presidente e coordenadora da  Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (CLADE), Camilla Croso, o tema “Privatização na América Latina e a resistência de movimentos sociais e de trabalhadores da educação”.