A Faculdade de Educação da Unicamp (FE-Unicamp) tem consolidado, nos últimos anos, uma política de incentivo à mobilidade internacional de servidores técnico-administrativos, entendendo a internacionalização como dimensão institucional que envolve todos os segmentos da universidade.
Em articulação com os editais da Diretoria Executiva de Relações Internacionais (DERI), e com apoio de iniciativas privadas, a FE vem estimulando que diferentes áreas técnicas participem de intercâmbios formativos no exterior, ampliando repertórios, qualificando processos e fortalecendo redes de cooperação.
Entre 2019 e 2025, onze servidores da FE participaram de programas no exterior, com experiências em áreas como extensão, biblioteca, pós-graduação, coordenação técnica e pesquisa/divulgação científica. As vivências resultaram em aprendizados aplicáveis à rotina administrativa e acadêmica e também favoreceram a troca de conhecimentos e o fortalecimento de parcerias interinstitucionais.


Formação e prática
A mobilidade internacional promovida pela DERI é orientada por um princípio claro: enviar servidores para capacitação no exterior, com objetivos de observação de boas práticas e aprimoramento de procedimentos. Na FE, essa diretriz se converte em política concreta de valorização do corpo técnico-administrativo: a qualificação profissional também se constrói por meio do contato com outras culturas organizacionais e modelos de gestão.
“Esse tipo de mobilidade é essencial para ampliar repertórios, fortalecer redes institucionais e qualificar a atuação dos servidores técnico-administrativos.”
(Tassiane Bragagnolo Pedron)
Gestão e convênios
A experiência de Tassiane Bragagnolo Pedron, da Coordenadoria Técnica de Unidade, exemplifica como a mobilidade pode funcionar como um laboratório comparativo de gestão. Em outubro de 2022, ela realizou visitas técnicas a quatro instituições portuguesas: Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra (ESEC/IPC), Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCE/UC), Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) e Instituto de Educação da Universidade do Minho (IE/UMinho).
Pedron destaca que conhecer múltiplas realidades em um único intercâmbio permitiu comparar fluxos administrativos, instâncias decisórias e culturas institucionais, ao mesmo tempo que reforçou a qualidade de práticas já consolidadas na Unicamp — especialmente na FE, reconhecida por um modelo de trabalho marcado por diálogo e construção coletiva, sem prejuízo do rigor técnico.
“Os servidores Profissional de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (PAEPE) são agentes fundamentais na construção de parcerias, na viabilização de convênios e no acolhimento de estudantes, docentes e pesquisadores estrangeiros.”
(Tassiane Bragagnolo Pedron)
TI e infraestrutura
Na área de Tecnologia, o funcionário do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação da FE Douglas Roberto Alves Barros realizou mobilidade na Universidade de Coimbra em 2025. Barros relata que a experiência foi valiosa para identificar pontos de melhoria e implementar novas práticas na FE, com destaque para ferramentas complementares de monitoramento de TI, como Nagios e Grafana, voltadas ao acompanhamento e à visualização de dados em tempo real.
Ele também aponta aprendizados relacionados à infraestrutura física, especialmente o uso de nobreaks como estratégia para reduzir impactos de quedas de energia e aumentar a resiliência dos serviços.
“A mobilidade me trouxe uma experiência profissional valiosa, na qual identifiquei processos a melhorar e implementar na TICFE.”
(Douglas Barros)


Bibliotecas e desenvolvimento de coleções
Na Biblioteca da FE, a mobilidade também se mostrou um instrumento formativo com especificidades próprias. O documentalista Ubirajara Alencar Rodrigues, servidor da Unicamp desde 2003, realizou intercâmbio na Universidade de Coimbra, com foco em Desenvolvimento de Coleções.
Rodrigues reconhece a riqueza e a diversidade do acervo da Biblioteca da Faculdade de Letras (FLUC), bem como o cuidado com a conservação. Ao mesmo tempo, chama a atenção para limitações estruturais, como o número reduzido de funcionários e a dispersão de coleções em departamentos, o que pode dificultar o acesso de pesquisadores externos. A experiência, nesse caso, ampliou o olhar crítico e comparativo e reforçou virtudes já presentes na Biblioteca da FE, como autonomia profissional e confiança institucional no trabalho desenvolvido.
“É necessário furar essa ‘bolha’ para perceber que há instituições melhores e piores que a nossa — e, com isso, valorizar virtudes e enxergar lacunas.”
(Ubirajara Alencar Rodrigues)
Aprendizados que voltam para a FE
Além do impacto individual, a mobilidade internacional contribui para ganhos institucionais concretos, ao ampliar a capacidade de atendimento a públicos estrangeiros, qualificar processos e fortalecer o diálogo com instituições parceiras.
Ao incentivar novas candidaturas aos editais da DERI, a FE-Unicamp reafirma que investir na formação complementar do corpo técnico-administrativo é investir na qualidade do serviço público universitário — mais competente, mais conectado e mais preparado para um ambiente acadêmico cada vez mais internacional.
“Essa iniciativa, a meu ver, só traz ganhos profissionais e pessoais para toda a equipe.”
(Douglas Barros)
Serviço
O que é: Programa de Mobilidade Internacional para Servidores Técnico-Administrativos da Diretoria Executiva de Relações Internacionais (DERI/Unicamp), com chamadas periódicas para capacitação em instituições estrangeiras.
Quem pode participar: Servidores técnico-administrativos da Unicamp (conforme requisitos de cada edital).
Como acompanhar: Acompanhe as chamadas e editais divulgados pela DERI/Unicamp.
